Oficinas
Visita à AERNnova
LOCAL: AERNnova
Data: Sexta- Feira (14h às18h30)
A AERNNova é uma empresa de referência no setor aeronáutico, ligada ao desenvolvimento e produção de estruturas e componentes para a indústria aeroespacial. A visita às suas instalações constitui uma oportunidade particularmente relevante para aproximar os participantes de contextos tecnológicos avançados, permitindo observar aplicações concretas de conhecimentos científicos e de engenharia em processos industriais exigentes, rigorosos e altamente especializados.

Esta visita assume, por isso, um caráter especialmente significativo: não se trata apenas de conhecer uma empresa, mas de aceder a um espaço onde a inovação, a precisão técnica e a ligação entre ciência, tecnologia e indústria estão bem presentes. A possibilidade de entrar neste contexto empresarial, habitualmente pouco acessível ao público em geral, valoriza de forma muito especial o programa e oferece aos participantes uma experiência diferenciadora.
Oficina Materiais Compósitos: do laboratório às aplicações no dia a dia
LOCAL: Universidade de Évora – Colégio Luís António Verney
Data: Sexta- Feira (14h às18h30)
Paulo Mourão
Investigador na Universidade de Évora. Possui licenciatura em Física e Química, mestrado em Física e doutoramento em Química, na área de Materiais e Superfícies. Nos últimos anos, tem vindo a consolidar a sua investigação nos domínios da preparação, caracterização, desenvolvimento e aplicação de materiais porosos, com especial enfoque na recuperação e valorização de diferentes matérias-primas e resíduos, de origem natural e/ou sintética, através da sua transformação em adsorventes com potencial aplicação nas fases líquida (por exemplo, corantes, pesticidas, fármacos, metais) e gasosa (por exemplo, CO₂), orientada por uma perspetiva de economia circular. Mais recentemente, tem sido dada particular atenção à preparação, caracterização e aplicação de biochar em áreas como o tratamento de água e a agricultura, com vista ao aumento da produtividade agrícola e à melhoria da saúde do solo.
Nesta oficina aborda-se a importância dos materiais compósitos na intersecção entre a Física e a Química dos Materiais. Através de um conjunto de abordagens experimentais em contexto de aula laboratorial, pretende-se demonstrar como os conceitos fundamentais e os procedimentos experimentais podem ser escalados da investigação desenvolvida em laboratório para aplicações práticas, em domínios tão diversos como o tratamento de água, a purificação do ar, o melhoramento e enriquecimento de solos agrícolas, o isolamento térmico, entre outros.
OF5 – Compósitos
Visita ao laboratório HERCULES
Data: Sexta- Feira
Criado em 2009, o Laboratório HERCULES (HERança CULtural, Estudos e Salvaguarda) é uma infraestrutura de investigação dedicada ao estudo e valorização do património cultural. O seu foco está na integração das ciências químicas, físicas e biológicas em abordagens interdisciplinares. Localizado em Évora, o Laboratório HERCULES beneficia de uma infraestrutura analítica de ponta e de uma equipa multidisciplinar com uma diversidade de competências que permite uma abordagem genuinamente inter e transdisciplinar à investigação do património cultural.
Equipado com tecnologias laboratoriais e móveis de elevada sofisticação, o Laboratório HERCULES desenvolve investigação que permite analisar obras, materiais e objetos patrimoniais de forma rigorosa, recorrendo, entre outras metodologias, à análise in situ não destrutiva, à microanálise e à análise química de alta resolução. Esta capacidade torna o laboratório uma referência nacional e internacional no domínio das Ciências do Património. especializados.
A visita envolve a apresentação do laboratório e um enquadramento teórico do trabalho, seguido da análise de uma pintura por técnicas não invasivas (refletografia de IV, fotografia de fluorescência de UV e espectrometria de fluorescência de raios X.
Oficina 1 – Doçura ou Travessura? Doseamento de açúcares em refrigerantes
LOCAL: Universidade de Évora – Colégio Luís António Verney (CLAV)
Datas: Sexta- Feira (14h às18h30) e sábado (8h30 às 13h)
Cristina Galacho
Universidade de Évora, Escola de Ciências e Tecnologia. Departamento de Química e Bioquímica & Laboratório HERCULES Licenciada em Química Tecnológica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Doutorada em Química pela Universidade de Évora. É Professora Auxiliar do Departamento de Química da Escola de Ciências e Tecnologia da UÉ e Investigadora do Laboratório HERCULES.
Os seus interesses de investigação são o estudo de argamassas históricas e o desenvolvimento de nanomateriais visando a sua aplicação como consolidantes.
É formadora acreditada pelo CCPFC e autora de ações de formação destinadas a Professores do grupo 510. pcg@uevora.pt. CIÊNCIA ID: 5516-15D2-AA6D
As bebidas refrigerantes ou refrigerantes são um dos produtos alimentares que mais contribuem para a ingestão de açúcar pela população portuguesa, assumindo a primeira posição nos adolescentes. Perante um consumo excessivo é fundamental aumentar a consciencialização da sociedade, em geral, e dos jovens, em particular, para este tipo de consumo e para os seus potenciais riscos!
Nesta oficina é apresentado um trabalho prático laboratorial que visa o doseamento do açúcar em bebidas refrigerantes. Os principais objetivos são promover a aprendizagem de conceitos e competências relativos à medição de massas e volumes, enquanto operações basilares em Química Laboratorial, e o traçado de gráficos e de curvas de ajuste aos resultados experimentais.
O trabalho apresentado contribui ainda para integrar o ensino da Química no âmbito do paradigma da Química Verde e para promover a reflexão e ação no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, propostos na Agenda 2030 da ONU, envolvendo os estudantes e promovendo uma cidadania global ativa, e uma maior consciencialização do papel de cada um na construção de um mundo mais seguro, mais saudável e mais sustentável.
MATERIAL: É necessário BATA e calculadora gráfica (ou portátil).
Percurso Químico da água em Évora
Datas: Sexta- Feira e sábado
Com destaque para a sua fonte henriquina, localizada na Praça de Giraldo, este Percurso Químico da Água em Évora, é conduzido por Conceição Rodrigues, da Câmara Municipal de Évora, em colaboração com Sérgio Rodrigues. Serão protagonistas, entre outros, as caixas de água, na Rua Nova, o laconicum das termas romanas, a antiga Central Elevatória de Água (actual Unidade Museológica da Água) e o Aqueduto, através de uma maravilhosa vista panorâmica. O percurso engloba ainda a zona da cidade junto ao templo romano, no jardim Diana.


Os Percursos Químicos são um projeto de divulgação científica criado pelo professor e investigador Sérgio Rodrigues. Este projeto desafia o público a redescobrir a química através de passeios a pé ou atividades de campo, mostrando que as moléculas e materiais estão naturalmente presentes no nosso dia a dia, desde as ruas da cidade até aos jardins e à natureza
Doutorado em química e professor auxiliar da Universidade de Coimbra no Departamento de Química. Investigador integrado no Centro de Química de Coimbra. As suas atividades científicas situam-se na área da química teórica e computacional, tendo também interesse pelo ensino e história da química, assim como pela divulgação e comunicação de ciência.
Oficina 1 – Doçura ou Travessura? Doseamento de açúcares em refrigerantes
LOCAL: Universidade de Évora – Colégio Luís António Verney (CLAV)
Datas: Sexta
Cristina Galacho
Universidade de Évora, Escola de Ciências e Tecnologia. Departamento de Química e Bioquímica & Laboratório HERCULES Licenciada em Química Tecnológica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Doutorada em Química pela Universidade de Évora. É Professora Auxiliar do Departamento de Química da Escola de Ciências e Tecnologia da UÉ e Investigadora do Laboratório HERCULES.
Os seus interesses de investigação são o estudo de argamassas históricas e o desenvolvimento de nanomateriais visando a sua aplicação como consolidantes.
É formadora acreditada pelo CCPFC e autora de ações de formação destinadas a Professores do grupo 510. pcg@uevora.pt. CIÊNCIA ID: 5516-15D2-AA6D
As bebidas refrigerantes ou refrigerantes são um dos produtos alimentares que mais contribuem para a ingestão de açúcar pela população portuguesa, assumindo a primeira posição nos adolescentes. Perante um consumo excessivo é fundamental aumentar a consciencialização da sociedade, em geral, e dos jovens, em particular, para este tipo de consumo e para os seus potenciais riscos!
Nesta oficina é apresentado um trabalho prático laboratorial que visa o doseamento do açúcar em bebidas refrigerantes. Os principais objetivos são promover a aprendizagem de conceitos e competências relativos à medição de massas e volumes, enquanto operações basilares em Química Laboratorial, e o traçado de gráficos e de curvas de ajuste aos resultados experimentais.
O trabalho apresentado contribui ainda para integrar o ensino da Química no âmbito do paradigma da Química Verde e para promover a reflexão e ação no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, propostos na Agenda 2030 da ONU, envolvendo os estudantes e promovendo uma cidadania global ativa, e uma maior consciencialização do papel de cada um na construção de um mundo mais seguro, mais saudável e mais sustentável.
MATERIAL: É necessário BATA e calculadora gráfica (ou portátil).
OF1-Açúcares
Oficina 2 – A IA entrou na aula de Físico-Química. E agora?
LOCAL: ES Severim de Faria
Pedro Caridade
Doutorado em Química Teórica pela Universidade de Coimbra, conta com mais de 20 anos de experiência em modelação computacional, dinâmica de reações e sistemas ambientais. A sua atividade de investigação tem vindo a integrar, de forma crescente, a Inteligência Artificial aplicada à investigação científica e à inovação tecnológica, nomeadamente através do uso de machine learning e deep learning na resolução de problemas complexos nas áreas da Química e do ambiente. Possui formação pós-graduada em Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes na Aprendizagem, bem como formação especializada em IA e ciência de dados. Paralelamente, tem desenvolvido trabalho na formação e inovação pedagógica, explorando o potencial da IA no ensino das ciências.

A Inteligência Artificial já está a transformar o mundo. E a escola não fica de fora. Nesta oficina, vamos mergulhar em ferramentas, ideias e experiências que mostram como a IA pode tornar as aulas de Físico-Química mais criativas, dinâmicas e envolventes. Da criação de recursos com IA generativa à exploração de modelos simples de aprendizagem automática, haverá espaço para descobrir, experimentar e imaginar novas formas de ensinar. Mais do que acompanhar uma tendência, esta é uma oportunidade para reinventar práticas, despertar a curiosidade dos alunos e trazer para a sala de aula temas que já fazem parte do presente e vão marcar o futuro. Porque, perante a entrada da IA na educação, a melhor pergunta não é “devemos usar?”, mas “como podemos usar bem?”
OF2-IA
Oficina 3 – Eletroquímica experimental na bancada do laboratório, Eletroquímica em qualquer lugar
LOCAL: Universidade de Évora – Colégio Luís António Verney
Jorge Teixeira
Licenciado em Ensino de Física e Química (1991) e doutorado em Química (2006; área da Eletroquímica), em ambos os casos pela Universidade de Évora. É Professor no Departamento de Química e Bioquímica, da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, desde outubro de 1991. Quer nas disciplinas que tem ministrado ao longo destes quase 35 anos, quer na investigação que tem realizado, e atividades afins em que tem participado, empenhou-se continuamente em evidenciar como a Eletroquímica é extraordinária, ubíqua e imprescindível na nossa Sociedade, e como esta pode ser ensinada e aprendida de um modo simples e fascinante.
A Eletroquímica assiste-nos de várias formas e em qualquer lugar, de um modo absolutamente extraordinário, mas que não é suficientemente compreendido e valorizado pela maioria de nós. Ainda que existam cada vez mais recursos didáticos à disposição, onde se expõem e exploram alguns conceitos, áreas de ação e atividades experimentais simples no domínio da Eletroquímica, a Escola ainda é um local privilegiado para a aprender, experimentando, observando, questionando, refletindo, discutindo e interpretando com simplicidade, fenómenos eletroquímicos que são fascinantes, e indiscutivelmente importantes no nosso dia-a-dia.
Nesta oficina realizar-se-á e explorar-se-á um conjunto de atividades práticas experimentais, com células galvânicas e eletrolíticas, onde se utilizará, quer material e instrumentação facilmente acessível, quer material e instrumentação eletroquímica mais avançada. No primeiro caso, procurar-se-á reforçar e consolidar o conhecimento de conceitos básicos em eletroquímica e promover o entendimento de processos essenciais, mas muito comuns em sistemas eletroquímicos. No segundo caso, procurar-se-á estimular e aprofundar o conhecimento científico sobre instrumentação, materiais, métodos e técnicas eletroquímicas inovadoras, atualmente à disposição.
MATERIAL: É necessário BATA
OF3-Eletroquímica
Oficina 4 – Modelação Matemática com o Modellus (versão online): do fenómeno ao modelo e à simulação
LOCAL: ES Severim de Faria

Vitor Duarte Teodoro
Professor do Instituto de Educação da Universidade Lusófona, Lisboa.
Professor aposentado da FCT da Universidade Nova de Lisboa.
Professor do Ensino Básico e Secundário (FQ e Matemática) entre 1974 e 1985.
Autor de software educativo para CTEAM, de manuais escolares e de livros sobre educação e ensino, bem como de estudos sobre currículo, avaliação, exames, tecnologias, entre outros.
Oficina prática centrada na construção, exploração e validação de modelos matemáticos com o Modellus online. A partir de dois ou três fenómenos, os participantes irão:
(i) formular hipóteses e escolher variáveis;
(ii) escrever equações (algébricas e/ou diferenciais) e interpretá-las;
(iii) implementar o modelo no Modellus;
(iv) explorar simulações, ajustar parâmetros e comparar com dados/observações;
(v) discutir estratégias de sala de aula e adaptações ao nível de ensino.
MATERIAL: É necessário Portátil + internet
OF4-Modellus
Oficina 5 – Materiais Compósitos: do laboratório às aplicações no dia a dia
LOCAL: Universidade de Évora – Colégio Luís António Verney
Paulo Mourão
Investigador na Universidade de Évora. Possui licenciatura em Física e Química, mestrado em Física e doutoramento em Química, na área de Materiais e Superfícies. Nos últimos anos, tem vindo a consolidar a sua investigação nos domínios da preparação, caracterização, desenvolvimento e aplicação de materiais porosos, com especial enfoque na recuperação e valorização de diferentes matérias-primas e resíduos, de origem natural e/ou sintética, através da sua transformação em adsorventes com potencial aplicação nas fases líquida (por exemplo, corantes, pesticidas, fármacos, metais) e gasosa (por exemplo, CO₂), orientada por uma perspetiva de economia circular. Mais recentemente, tem sido dada particular atenção à preparação, caracterização e aplicação de biochar em áreas como o tratamento de água e a agricultura, com vista ao aumento da produtividade agrícola e à melhoria da saúde do solo.
Nesta oficina aborda-se a importância dos materiais compósitos na intersecção entre a Física e a Química dos Materiais. Através de um conjunto de abordagens experimentais em contexto de aula laboratorial, pretende-se demonstrar como os conceitos fundamentais e os procedimentos experimentais podem ser escalados da investigação desenvolvida em laboratório para aplicações práticas, em domínios tão diversos como o tratamento de água, a purificação do ar, o melhoramento e enriquecimento de solos agrícolas, o isolamento térmico, entre outros.
OF5 – Compósitos
Oficina 6 – Radiação: o lado invisível da natureza
LOCAL: ES Severim de Faria
Alfred Stadler
Professor associado no Departamento de Física da Universidade de Évora. Doutoramento pela Universidade de Graz, na Áustria, e realizou pós-doutoramentos na Universidade de Hannover, na Alemanha, e no College of William & Mary, em Williamsburg, Virgínia.Cientista convidado no Centro de Física Nuclear da Universidade de Lisboa. É professor associado convidado no IST e membro efetivo do LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas), em Lisboa. A sua investigação atual centra-se no papel da relatividade na descrição quântica de sistemas ligados de duas ou três partículas.
Estamos constantemente expostos a diferentes tipos de radiação que não conseguimos detetar através dos nossos sentidos. Iremos falar sobre os vários tipos de radiação, sobre como foram descobertos e o que podemos aprender dos vários mecanismos através dos quais são produzidos. Será dada especial ênfase à chamada radiação ionizante, que pode ser prejudicial, mas também tem aplicações muito úteis para nós. Apresentaremos algumas experiências laboratoriais que permitem demonstrar certas propriedades das radiações em ambiente de ensino. Pretendemos também mostrar uma pequena câmara de nuvens que torna visíveis certos tipos de radiação e descrever como esta pode ser construída com meios relativamente simples no ensino secundário, usando sensores de posição, photogates, sensores de som, sensores de diferença de potencial, entre outros.
OF6-Radiação
Oficina 7 – Mini-Lab Quântico
LOCAL: ES Severim de Faria
Duarte Gonçalves
Aluno de Mestrado em Engenharia Física Tecnológica no Instituto Superior Técnico. Trabalha no Quantum Technologies Laboratory e, juntamente com o Dr. Yasser Omar, criou Quantum Edu Lab, onde se desenvolvem atividades de outreach e materiais pedagógicos para o ensino da Quântica.
A informação quântica foi uma mudança de paradigma que veio para ficar! Neste Mini-Lab Quântico, vamos ensinar o que é a informação quântica e como difere da informação clássica que usamos no dia a dia e, posteriormente, vamos simular um protocolo de comunicação quântica utilizando um kit construído por nós.
OF7-Mini-Lab
Oficina 8 – O inglorioso caso da bioquímica assassinada, uma lição cheia de polpa (e algum ódio pelo Bill à mistura)
LOCAL: Universidade de Évora – Colégio Luís António Verney
João Valente Nabais
Licenciado em Química Tecnológica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorado em Química pela Universidade de Évora. Atualmente é Professor Associado com Agregação da Universidade de Évora, Escola da Saúde e Desenvolvimento Humano, Departamento de Ciências Médicas e da Saúde, e membro integrado do Comprehensive Health Research Center (CHRC). Na Universidade de Évora tem actualmente funções como Vice-Reitor. Lecciona a disciplina de Química Forense desde 2010 tendo orientado nesta área 12 trabalhos de final de curso. Autor de 60 artigos em revistas nacionais e internacionais, 3 patentes e participação em 17 projectos de Investigação e Desenvolvimento. ORCID: 0000-0001-9572-6346. CIÊNCIA ID: C81E-5098-E014.
Nesta oficina vamos aprender alguns conceitos de ciência forense e aplicar os mesmos na resolução do inglorioso caso da bioquímica assassinada. Não limitado a estes, vamos ficar a atenção em recolha de evidências e análise de projecteis e impressões digitais.
Material : É desejável o uso de bata
OF8 – Forense
_
Oficina 9 – Eclipses solares 2026–2028: da sombra à projeção
LOCAL: ES Severim de Faria
Paulo Sanches
Professor de Física e Química, no Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, desde 1998.
Fundador e coordenador de um Clube das Ciências na Escola, criado em 1999, que se dedica principalmente às áreas da Astronomia, do Espaço, da Robótica e da Holografia.
Também é co-fundador e coordenador, desde 2009, de um projeto de Ciências Experimentais (Eureka Júnior) no seu Agrupamento, que leva a todas as turmas do Pré-Escolar e 1ºCiclo o fascínio da Ciência.
Grande entusiasta e divulgador da Astronomia, organiza, desde 2009, um grande evento, que atualemnte já é internacional: “Concentração de Telescópios em Moimenta da Beira”, reunindo centenas de pessoas e de telescópios, incluindo os solares.
Partindo do conjunto de eclipses solares que será visível na Península Ibérica entre 2026 e 2028, esta oficina propõe uma abordagem prática e acessível à compreensão deste fenómeno astronómico.
Ao longo da sessão, exploraremos as razões pelas quais ocorrem os eclipses, os diferentes tipos de eclipses solares, as condições necessárias para a sua observação e os cuidados indispensáveis para garantir uma observação segura. Serão também apresentados recursos digitais que permitem obter informação rigorosa e atualizada sobre eclipses, nomeadamente trajetórias, horários e condições de visibilidade.
A oficina terá ainda uma componente prática, com a construção de materiais simples que permitem estudar e observar eclipses através do método de projeção, promovendo uma observação indireta, segura e facilmente transferível para contexto educativo.
OF9-Eclipses
Oficina 10 – Programa ARTEMIS: a integração de projetos reais na prática letiva
LOCAL: ES Severim de Faria
Fátima Pinto é Professora de Física e Química e Mestre em Educação e Tecnologias Digitais. Reintegrou a equipa Ciência Viva em 2024 depois de uma experiência na ESA Education.
Vera Leonardo é professora de Física e Química desde 2000 e colabora com a Ciência Viva e com a ESERO Portugal, contribuindo para a integração dos temas da exploração espacial no ensino das ciências.

O programa ARTEMIS representa uma nova era da exploração espacial, com o objetivo de estabelecer uma base permanente na superfície lunar. O intuito é abrir caminho para uma presença humana sustentável na Lua e preparar o próximo grande salto: Marte. A missão é real e inspiradora. Nesta oficina, utilizando a missão Artemis como contexto e motivação, vão ser apresentados projetos espaciais do ESERO Portugal e da Agência Espacial Europeia, assim como kits práticos, os quais permitem desenvolver competências transversais e o ensino dinâmico das ciências, através da utilização de metodologias com uma abordagem prática.
OF10-Artemis
Oficina 11 – Deus não joga aos dados… joga aos Qubis! Uso das esferas didáticas Qubi no ensino da Quântica no ensino secundário
LOCAL: ES Severim de Faria

Yasser Omar
professor do Instituto Superior Técnico (https://tecnico.ulisboa.pt/), Presidente do PQI – Portuguese Quantum Institute (https://pqi.pt/), Membro Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (https://www.acad-ciencias.pt/) e fundador do Quantum Education Lab (https://pqi.pt/quantum-edu-lab-laboratorio-de-educacao-quantica/), da REQ – Rede de Escolas Quânticas (https://pqi.pt/req-rede-de-escolas-quanticas/), e dos Clubes Quânticos (https://pqi.pt/clubes-quanticos/). É co-fundador do Dia Mundial Quântico – 14 de abril (https://worldquantumday.org/).
Os seus interesses de investigação cobrem a computação quântica, a internet quântica, a sensorização quântica e a eficiência energética dos computadores quânticos.
Como tornar acessíveis conceitos como qubit, superposição, medição, emaranhamento ou computação quântica sem começar por um formalismo matemático afastado da experiência dos alunos?
Nesta oficina, os participantes serão convidados a “pegar no quântico com as mãos” através das esferas didáticas Qubi, um recurso físico e interativo concebido para visualizar e explorar o comportamento de qubits, permitindo manipular estados, observar representações na esfera de Bloch e construir intuições sobre fenómenos fundamentais da Física Quântica. Serão discutidas formas de integrar este recurso em aulas, atividades laboratoriais, clubes de ciência ou projetos interdisciplinares, ajudando os alunos a passar da ideia de que “a quântica é estranha” para a perceção de que pode ser compreendida, experimentada e discutida com rigor.
OF11-Qubis
Oficina 12 – Percebendo a convecção interna da Terra: dos outros planetóides do Sistema Solar ao nosso passado mais remoto
LOCAL: ES Severim de Faria
Rui Dias
Docente na Universidade de Lisboa entre 1982 e 1996, altura em que transitou para a Universidade de Évora, onde é Professor Catedrático desde 2021.Membro integrado do Instituto de Ciências da Terra é especialista em Geologia Estrutural e Tectónica com intensa atividade em Portugal e Marrocos. É coordenador científico do Centro Ciência Viva de Estremoz de que foi um dos fundadores. Presidente da Sociedade Geológica de Portugal entre 2014 e 2018. Membro correspondente da Classe de Ciências da Academia das Ciências de Lisboa desde 2019.
Há cerca de um século Wegener e Taylor abriram caminho para que na década de setenta do século passado fosse aceite um novo paradigma que explicava a generalidade dos processos geológicos que ocorriam no nosso planeta. Desde então, a tectónica de placas tem vindo a ser utilizada como forma eficiente de compreender os processos orogénicos. Apesar do sucesso da sua aplicação, diversas dúvidas subsistem, quer no que diz respeito aos mecanismos responsáveis pelo seu funcionamento, quer no que diz respeito ao funcionamento dos processos tectónicos no passado mais remoto do nosso planeta.
Desde há quase 70 anos que as conquistas espaciais têm vindo a revelar detalhes inesperados sobre alguns dos corpos que constituem o sistema solar. Conjugado com avanços significativos nos processos de modelação numérica e analógica, isto tem-nos levado a olhar de uma forma diferente para os processos convectivos que ocorrem no nosso planeta.
Nesta oficina a interpretação de imagens satélite, da Terra e da Lua, mas também de Mercúrio, Vénus, Marte e Io conjugada com a observação de rochas e minerais permitirá discutir algumas das ideias que têm vindo a alimentar o debate que está a ocorrer na comunidade de geocientistas interessados nos processos tectónicos no nosso planeta. Este é um tema, não só atual, uma também imensamente importante pois estamos a viver um momento de profunda revolução na forma de pensar em Ciências da Terra.
OF12-Geofísica
____________________________________________________________________________________
