Oficinas
Elenco de oficinas por dia
| sexta-feira (tarde) | sábado (manhã) |
| Oficina 1 – “Astronomia Digital” Sala:208 | Oficina 1 – “Astronomia Digital” Sala:208 |
| Oficina 2 – “Truques Mágicos” Sala:207 | Oficina 2 – “Truques Mágicos” Sala:207 |
| Oficina 3 – “Impressão 3D” Sala:210 | |
| Oficina 4 – “Soldadura Eletrónica” | |
| Oficina 5 – “Sensores CASIO” Sala:205 | |
| Oficina 6 – “TI STEAM Laboratórios LED” Sala:205 | |
| Oficina 7 – “Scientix” Sala:Sebastião da Gama | |
| Oficina 8 – “Digital Literate“ Sala:Sebastião da Gama | |
| Oficina 9 – “RADLAB“ Sala:209 | |
| Oficina 10 – “Plas2Nano” Sala:204 | Oficina 10 – “Plas2Nano” Sala:204 |
Informações das Oficinas
Oficina 1 (sexta feira e sábado) – Explorando o Universo Digital: Ferramentas Inovadoras para o Ensino da Astronomia
Álvaro Folhas
Docente do Ensino Básico e Secundário e formador acreditado pelo CCPFC, mestre no Ensino da Física e doutorando em Ciências da Educação (Universidade de Coimbra). O seu trabalho incide na interdisciplinaridade no ensino das Ciências, integrando o Conselho Científico do Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra (CITEUC) como representante dos alunos de doutoramento, coordenador nacional do Office of Astronomy for Education da IAU (NAEC), coordenando também as campanhas de Pesquisa de Asteroides para as escolas portuguesas. Colabora com a Porto Editora na autoria de manuais escolares e vídeos didáticos. Colaborador na rede internacional de NAEC da IAU-OAE na produção de recursos educativos na área da Astronomia.
Este workshop tem como objetivo apresentar e explorar ferramentas digitais que podem transformar a maneira como a Astronomia é ensinada em sala de aula ou em ambientes virtuais. Abordaremos recursos interativos, simuladores, aplicativos e plataformas online que permitam aos estudantes explorar fenómenos astronómicos, interligar e compreender conceitos complexos de forma intuitiva e envolvente.
Número máximo de formandos: 20
Oficina 2 (sexta feira e sábado) – Truques Mágicos para Aulas Científicas – Experiências mágicas que encantam, enquanto explicam (porque ensinar ciência
também pode ser surpreendente)
Filipe Monteiro
Licenciado em Química Analítica pela Universidade de Aveiro (UA) em 1988.
Durante mais de vinte anos desenvolveu a sua atividade profissional na indústria, onde exerceu várias funções (área de Controlo da Qualidade, Direção de Produção, Desenvolvimento de Novos Produtos e Tecnologias e apoio na Certificação da Qualidade e Ambiente da empresa. Em finais de 2009 trocou essa atividade por outras paixões: o ilusionismo, a investigação, a divulgação da ciência e a escrita, realizando o casamento entre a magia e todas estas valências.
Maria José Alves
Licenciada em Gestão e Planeamento em Turismo pela Universidade de Aveiro. Desenvolve com Filipe Monteiro um projeto de divulgação de fenómenos e conceitos científicos, apresentados como verdadeiros efeitos mágicos, e a que deram o nome de FMJ – Mentes Mágicas. Nesta faceta, organizam e realizam oficinas de ciência, bem como coordenam e apresentam um espetáculo de ciência mágica, onde os espectadores se veem surpreendidos por vários efeitos aparentemente impossíveis.
A magia é uma arte que exerce enorme atrativo à maioria das pessoas pelo carácter do
imaginário, pela aparente inexplicabilidade, pela surpresa do não previsto. A sua utilização na
demonstração de fenómenos da Natureza como veículo de promoção e divulgação da ciência – e de despertar a curiosidade e incentivar o interesse dos alunos e do cidadão em geral – mereceu-nos uma atenção muito especial. Uma das formas de o fazer é através de shows ou de workshops, baseados em experiências, desafios e truques de magia, que proporcionam momentos de descontraída aprendizagem (não formal) e que podem ser um complemento importante para o ensino formal. Surgiu assim a ideia “FMJ Mentes Mágicas”, que procura promover a Cultura Científica & Tecnológica a partir de um conceito de interação com o público de ciência, cruzando o ensino prático e experimental das ciências com o seu ensino não formal recorrendo à arte do ilusionismo: o STEAM, na sua genuína acepção.
Com este objetivo em mente, planeámos estas Oficinas de Ciência Mágica com a
apresentação de um conjunto de ideias que, fundamentando-se em princípios científicos, nos
levam pelo encantamento do imaginário. Nelas, reunimos uma variada seleção de efeitos que
recorrem a várias áreas do conhecimento, passando pelas Ciências, Tecnologia, Engenharia e
Matemática, acrescentando-lhes a Arte do Ilusionismo, numa ação STEAM genuinamente
multidisciplinar.
Número máximo de formandos: 20
Oficina 3 (Sábado) – Introdução à Impressão 3D
Artur Coelho
Professor de TIC (AE Venda do Pinheiro) e Formador da ANPRI, do CFAERC e da ASSP. Membro do Laboratório Aberto Fablab.
Esta oficina incidirá sobre o 3D de forma introdutória. Serão abordados os primeiros passos na impressão 3D, desde a criação de modelos usando aplicações acessíveis a técnicas de processamento e impressão. Na vertente pedagógica, será abordado o potencial de repositórios de modelos 3D como forma de potenciar aprendizagens.
Número máximo de formandos: 20
Material: Os formandos devem trazer um telemóvel (smartphone).
Oficina 4 (sexta feira e sábado) – Desenvolvimento de competências técnicas para a realização de projetos STEM – oficina de Soldadura Eletrónica
Dário Zabumba
Dário Zabumba é licenciado em Ensino de Física e Química e mestre em Análises Químicas Ambientais pela Universidade de Évora, bem como mestre em Ciências da Educação, com especialização em Administração Educacional, pela Universidade de Lisboa, onde desenvolveu a tese Liderança na Era Digital. É Apple Professional Learning Specialist e Account Manager na iStrategy, onde colabora com escolas e instituições de ensino superior em projetos de inovação educativa com recurso ao ecossistema Apple.
Nos últimos anos, tem promovido formações práticas para professores nas áreas da robótica, programação com Arduino e eletrónica, com especial foco na capacitação docente para a realização de projetos práticos com os alunos.
Luís Bettencourt
Licenciado em Engenharia Eletrotécnica, Ramo Eletrónica e Computadores
Coordenador do Curso Técnico de Eletrónica, Automação e Comando e responsável pelas disciplinas de Sistemas Digitais e Automação e Comando na Escola Profissional de Almada.
As exigências do ensino atual colocam os professores das áreas científicas perante desafios cada vez mais complexos, especialmente no desenvolvimento de projetos interdisciplinares com os alunos, que envolvem o recurso a novas tecnologias. Muitas dessas atividades exigem competências práticas que, habitualmente, não fazem parte da formação de base dos docentes — a soldadura eletrónica é um exemplo claro, sendo frequentemente necessária na construção de dispositivos com os alunos ou na manutenção simples de materiais de laboratório. Nesta oficina, pretende-se dotar os docentes de um conjunto de procedimentos e competências básicas que lhes permitam sentir-se confiantes na utilização da técnica de soldadura em circuitos eletrónicos, integrando-a na construção de equipamentos úteis no contexto do ensino e da aprendizagem.
Número máximo de formandos: 20
Oficina 5 (sábado) – Trabalho experimental nas aulas de Física e Química usando calculadoras e sensores
Ana Margarida Dias
Licenciada em Matemática Aplicada por Lisboa, com mais de 25 anos de experiência na área da formação de professores, tendo colaborado com diversos centros de formação, editoras escolares com o intuito de realizar formação a docentes e criar conteúdos para os manuais escolares. É formadora certificada pelo CCPFC. Foi coautora do livro “Atividades práticas e Laboratoriais” destinado a ser usado nas aulas experimentais na disciplina de física e química do ensino secundário.
O ensino das ciências experimentais passa pela valorização da experimentação. A experimentação assume, nas aprendizagens essenciais, o papel preponderante na operacionalização dos conhecimentos, capacidades e atitudes. Nesta sessão prática, vamos realizar algumas das atividades laboratoriais obrigatórias do ensino secundário, usando sensores de posição, photogates, sensores de som, sensores de diferença de potencial, entre outros
Número máximo de formandos: 20
Material: Caso os formandos possuam a calculadora gráfica Casio fx-CG50, devem usá-la durante a oficina.
Oficina 6 (sexta feira) – Da Programação à Experimentação: Metodologia STEM em Física e Química com os Laboratórios LED
Alexandre Gomes
Alexandre Gomes é professor de Física e Química no Agrupamento de Escolas Oliveira Júnior e formador, com foco na área da tecnologia educativa, nomeadamente em metodologias STEM, no uso de calculadoras gráficas, na aquisição e tratamento de dados com sensores, e na programação em Python. É membro dos grupos T3 Europe e T3 APM, dedicados à formação e à promoção de atividades educativas que utilizam tecnologia, especialmente da Texas Instruments.
A ação de formação visa desenvolver competências no âmbito da metodologia STEM, promovendo a articulação entre Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Os formandos serão desafiados a explorar projetos STEM como estratégia para abordar as Aprendizagens Essenciais de Física e Química. Serão ainda mobilizadas práticas de pensamento computacional, algoritmia e programação em Python, aplicadas em contextos reais de ensino/aprendizagem. Será dado especial destaque ao equipamento disponibilizado nas escolas no âmbito dos Laboratórios LED, nomeadamente, TI-Innovator HUB, TI-Innovator ROVER, Placa de ensaios e BBC micro:bit.
Cada formando deverá ser portador de um computador portátil.
Número máximo de formandos: 20
Oficina 7 (sexta) – Scientix: Portal de recursos educativo acessível a todos
Carlos Cunha
Carlos Cunha é licenciado em Engenharia Química, no Instituto Superior Técnico e tem mestrado em Física Laboratorial, História e Ensino da Física, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa. É professor desde o ano letivo 2089/90, lecionando Física e Química no Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, em Setúbal. É desde 2014 Microsoft Inovator Expert Educator e desde 2009 embaixador do projeto SCIENTIX, da European Schoolnet.
O portal Scientix, desenvolvido pela European Schoolnet (EUN), é um portal que reúne todas as informações e recursos, de projetos financiados pelos estados membros da EUN, pela Comissão Europeia e pela própria EUN. Nesta oficina, vão ser apresentados aos formados o portal SCIENTIX e as suas múltiplas potencialidades. Os formandos vão ter oportunidade de se inscrever no Portal e testar algumas destas potencialidades.
Número máximo de formandos: 20
Material (facultativo): Será desejável que os formandos possuam um PC ou um tablet com ligação à internet.
Oficina 8 (sábado) – Digital Literate: Projeto de desenvolvimento de Literacia Digital
Carlos Cunha
Carlos Cunha é licenciado em Engenharia Química, no Instituto Superior Técnico e tem mestrado em Física Laboratorial, História e Ensino da Física, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa. É professor desde o ano letivo 2089/90, lecionando Física e Química no Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, em Setúbal. É desde 2014 Microsoft Inovator Expert Educator e desde 2009 embaixador do projeto SCIENTIX, da European Schoolnet.
O projeto Digital Literate, desenvolvido pela Universidade de Vilnius, ao abrigo do programa ERASMUS+, pretende desenvolver nos professores a literacia digital em geral, a literacia na utilização otimizada da Inteligência Artificial (IA) em particular.
Conta com um site onde poderão ser encontrados recursos e um MOOC de introdução à utilização da IA para leigos. A ideia do projeto é desmistificar a utilização da IA na educação, antes potenciar a sua utilização para facilitar e otimizar o trabalho docente.
Material (facultativo): Será desejável que os formandos possuam um PC ou um tablet com ligação à internet.
Número máximo de formandos: 20
Oficina 9 (sábado) – RadLab: Construção de um Detetor de Muões com Arduino
Carlos Lima
Carlos Lima é professor de Física e Química com mais de 25 anos de experiência, divulgador de ciência e dinamizador de projetos educativos inovadores. Atualmente, é vice-presidente da Associação ORION (Planetário – Casa da Ciência de Braga), onde tem promovido inúmeras iniciativas de literacia científica, formação docente e envolvimento ativo da comunidade escolar no estudo do Universo e das ciências naturais.Tem-se destacado na planificação e realização de lançamentos de balões estratosféricos e atividades científicas associadas, envolvendo alunos e professores em projetos experimentais ligados ao estudo do espaço, aquisição de dados atmosféricos e desenvolvimento de competências STEM. Paralelamente, lidera ações pedagógicas que integram sensores, programação, microcontroladores e tecnologias móveis, com especial enfoque em ferramentas como o phyphox e o micro:bit.Fundador da Hikari Education Labs e criador do projeto Education Blocks onde procura que o ensino da ciência seja simultaneamente rigoroso, acessível e inspirador, onde os professores são agentes-chave para a formação de cidadãos críticos e informados.
Henrique Carvalho
Henrique Carvalho é licenciado em Engenharia Informática pela Universidade do Minho. Ainda como aluno de licenciatura, iniciou a sua colaboração com o LIP, sendo responsável pelo sistema informático do recém-criado pólo do LIP no Minho, além de dar início à sua aventura no desenvolvimento de ferramentas de divulgação científica. Neste contexto, começou a colaborar com a experiência ATLAS no CERN, laboratório onde viria a obter uma bolsa de estudante técnico em 2012. Durante o seu tempo no CERN, cofundou o “CERN Media Lab”, criando experiências interativas que hoje estão espalhadas pelo mundo e dando início a um novo ciclo na forma de disseminação da ciência. Regressou ao LIP em 2014 e, exceto por um curto período entre 2015 e 2016 em que esteve na indústria a desenvolver software interativo, tem sido responsável pela manutenção do sistema informático, pela criação de plataformas web para candidaturas a bolsas e posições, e, sobretudo, pelo desenvolvimento de ferramentas de divulgação científica para múltiplos públicos. Especializou-se na representação de informação e experiências científicas recorrendo à realidade virtual e aumentada, bem como ao uso de microcontroladores para realizar pequenas experiências científicas, com principal foco em levar a ciência e a tecnologia a alunos do ensino secundário.
A oficina RadLab é um workshop prático com o objetivo de construir um detetor de muões — partículas invisíveis, originadas por raios cósmicos, que atravessam a nossa atmosfera frequentemente. Com recurso a placas Arduino, sensores e materiais acessíveis, pretende-se uma abordagem no fascinante mundo da astrofísica de partículas, combinando ciência, eletrónica e programação. Durante esta experiência científica hands-on, pretendemos:
• Descobrir o que são raios cósmicos e muões;
• Entender como se formam os chuveiros atmosféricos;
• Aprender os fundamentos da deteção de partículas;
• Programar um Arduino para adquirir e registar dados reais;
• Construir e testar um detetor funcional, com possibilidade de visualização dos eventos registados.
Este workshop é ideal para quem quer fazer ciência com as próprias mãos, compreender melhor o universo invisível e aplicar conhecimentos interdisciplinares de forma criativa e inovadora. Não são necessários conhecimentos prévios em eletrónica ou programação — só curiosidade e vontade de explorar o cosmos… a partir da Terra!
Número máximo de formandos: 20
Material : É necessária a utilização de um computador por cada par de participantes.
Oficina 10 (sexta e sábado) – Plas2Nano: Plástico PET transformado em novos materiais
Ana Margarida Silva
Ana M. G. Silva é licenciada em Química, ramo Química Alimentar, e doutorada em Química pela Universidade de Aveiro (1997 e 2002, respetivamente). De 2007 a fevereiro de 2025, foi Investigadora no LAQV/REQUIMTE do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, integrando o grupo Síntese Molecular. Em fevereiro de 2025, assumiu a posição de Professora Auxiliar no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto. A sua área de investigação dedica-se à síntese de moléculas opticamente ativas, incluindo rodaminas e porfirinas, explorando as suas aplicações em medicina e ambiente. Contacto: ana.silva@icbas.up.pt | ORCID: 0000-0003-0393-1655
Mais de 12 milhões de toneladas de resíduos plásticos poluem os nossos oceanos anualmente, e este número pode triplicar até 2040 se não forem tomadas medidas urgentes. O poli(tereftalato de etileno) (PET), o quarto polímero mais produzido mundialmente, é um dos principais responsáveis por este problema, contribuindo significativamente para o desequilíbrio ecológico, alterações climáticas e perda de biodiversidade. Este resíduo é frequentemente encontrado degradado em praias e zonas costeiras, dificultando a sua reciclagem.
O projeto Plas2Nano propõe valorizar o PET mais degradado e descartado, convertendo-o em sensores óticos para deteção de poluentes em águas contaminadas. Através de processos químicos, o PET é transformado em substâncias mais simples, derivadas do ácido tereftálico, que são usadas para criar um kit didático de sensores. Estes sensores, ao entrarem em contacto com água contaminada, identificam poluentes como mercúrio, ferro, cobre, aminas e variações de pH, através de mudanças de cor e/ou fluorescência.
Através da investigação e desenvolvimento, o projeto Plas2Nano tem trabalhado na valorização de um contaminante ambiental — os resíduos de PET — transformando-o em novos materiais que irão servir para detetar contaminantes ambientais, alinhando-se ao conceito One Health, de forma a contribuir para a melhoria da saúde humana, animal e ambiental. Por meio da realização de palestras e oficinas interativas, este projeto oferece ainda um espaço de debate e discussão sobre os desafios ambientais associados ao uso de plásticos, explora soluções sustentáveis e promove a educação ambiental por meio da química.
Número máximo de formandos: 20
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